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«A Final em que Venceu o Futuro | Jamor 1969, Palco da Liberdade»
Sessão evocativa da final da Taça de Portugal da época desportiva 1968/1969
01-07-2019

No âmbito das comemorações dos 75 anos do Estádio Nacional, vai decorrer  no dia 5 de julho, na Tribuna do Estádio de Honra do Centro Desportivo Nacional do Jamor, a Sessão evocativa da final da Taça de Portugal da época desportiva 1968/1969 «A Final em que Venceu o Futuro | Jamor 1969, Palco da Liberdade».

A iniciativa tem início às 17h30, com o descerramento de placa evocativa da data na Praça da Maratona e na mesma estará presente o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.  O programa inclui também um painel em que participam alguns daqueles que vivenciaram o momento. Alberto Martins, Presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC) à data, Toni, ex-jogador do Sport Lisboa e Benfica, Mário Campos e Francisco Andrade, ex-jogador e ex-treinador, respetivamente, da Associação Académica de Coimbra em 1969, Daniel Azenha, atual Presidente da AAC, serão moderados por Vitor Serpa, jornalista de A Bola.

A final da Taça de Portugal  em Futebol da época desportiva 1968-69

A iniciativa pretende evocar o 50.º Aniversário da Taça de Portugal entre Sport Lisboa e Benfica e Académica de Coimbra 1969, jogo muito relevante do ponto de vista político, pois marcaria o início da história recente de Portugal, o fim do Estado Novo e o início da democracia.


A Taça de Portugal 1968-69 foi uma edição da Taça de Portugal, competição já na altura sob alçada da Federação Portuguesa de Futebol,  realizada às 17h do dia 22 de Junho de 1969, no Estádio Nacional do Jamor, entre as duas equipas mencionadas e o resultado da final foi 2-1 para o Benfica, sagrando-se este campeão da Taça.

A relevância política da iniciativa foi preponderante pois os estudantes universitários de Coimbra estavam em «guerra aberta» contra o regime do Estado Novo e a favor da liberdade e mudança de regime.

Devido ao clima de tensão e receio de confrontos, pela primeira vez na história da Taça, o Presidente da República da altura, Américo Thomaz, e o Ministro da Educação, José Hermano Saraiva, não assistiram ao jogo no estádio, e este não foi transmitido na televisão.


Pelo simbolismo político da atuação das duas equipas este jogo e a sua envolvência marcou definitivamente o princípio de um novo ciclo da história de Portugal.