PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS
Enquadramento:
Planear é simular o futuro desejado e estabelecer previamente as acções necessárias e os meios adequados para atingir o pretendido. Assim, pressupõe a definição de objetivos e das estratégias para os alcançar, de acordo com orientações e intenções definidas para o setor da formação.
Atendendo às finalidades de um plano anual de formação, este deve ser um processo integrado que implica a interligação de processos, pessoas, estrutura organizacional, cultura da modalidade, sistemas de informação e os próprios recursos materiais, de modo a tornar possível a obtenção de resultados visíveis.
Esquema das principais operações para a elaboração de um Plano de Formação Adaptado de Plano e Relatório de Atividades – Instrumentos de Apoio (Presidência do Conselho de Ministros – Secretariado para a Modernização Administrativa)
Após um primeiro enquadramento conceptual apresentam-se, de seguida e de uma forma mais adaptada e pormenorizada, um conjunto de linhas orientadoras para a elaboração de um plano anual de formação, com referência às áreas em que o mesmo se deverá constituir e respetivos conteúdos.
Os aspectos apresentados são de extrema importância e deverão constar efectivamente do plano anual de formação dos recursos humanos a ser submetido ao Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. Garante-se assim a informação necessária para análise e decisão fundamentada dos apoios a conceder e a definir posteriormente em contrato-programa. No entanto, este modelo deverá ser encarado com toda a flexibilidade necessária, no sentido de responder às particularidades de cada modalidade e à sua realidade.
Linhas orientadoras para a elaboração de um Plano Anual de Formação:
Introdução:
Descrever de forma sumária os pontos em que o plano anual de formação se organiza.
Caracterização da Atividade da Federação:
Apresentar a estrutura orgânica e respectivo enquadramento de um departamento de formação e/ou identificação de um técnico/dirigente responsável pela formação de recursos humanos.
Dados Caracterizadores da Modalidade:
n.º de praticantes;
n.º de clubes;
n.º de Associações e sua implantação espacial;
n.º de treinadores;
n.º de árbitros;
n.º de dirigentes.
Proceder a uma caracterização mais específica dos treinadores e árbitros por níveis de formação e de acordo com outros critérios tais como: por região, por sexo, por escalão competitivo, etc.
Dados Caracterizadores da Formação:
Modelos de formação adoptados (anexando o regulamento da formação em vigor onde se especificam os pormenores).
História recente da modalidade na área da formação (apresentar dados também respeitantes à última década, se possível):
n.º de cursos efetuados;
n.º de acções de formação contínua (atualização de conhecimentos ou de outra natureza) efectuadas;
documentação produzida;
formação de formadores efetuada.
Análise e interpretação dos dados:
A caracterização objetiva da situação em que a modalidade se encontra, especificamente ao nível da formação dos seus quadros, deverá ser devidamente analisada e interpretada relacionando os diferentes indicadores, servindo assim de justificação para a tomada de decisões e definição de objetivos e estratégias a seguir (apresentados no ponto seguinte).
Deverá incluir também uma avaliação do plano de formação anterior, utilizando uma perspectiva crítica, no sentido de detetar a existência ou não de eventuais desfasamentos entre o que foi efetivamente realizado e o que foi programado (taxas de execução). Nesta perspetiva, esta reflexão será um instrumento imprescindível para a optimização futura das ações a desenvolver, permitindo proceder a correções no sentido de se virem a alcançar os objetivos pretendidos.
Definição de Objetivos e Estratégias de Atuação:
É importante que no plano anual de formação se apresentem quais as perspetivas de desenvolvimento, os objetivos concretos que se pretendem atingir durante o próximo ano e as estratégias a adotar para a sua consecução.
Definição de Objetivos:
Especificar os resultados que se pretendem alcançar com o plano anual de formação que se apresenta. Estas definições deverão atender a uma coerência e realismo nas iniciativas propostas, bem como a uma lógica de continuidade com o trabalho já anteriormente efetuado. Deste modo, apresentar-se-á como evidente a necessidade de uma definição de objetivos com vista a colmatar lacunas da formação objetivamente identificadas, bem como a sua diversidade em termos de abrangência dos recursos humanos que delas poderão beneficiar.
Ex.: Elevação dos níveis de formação dos treinadores;
Definição de Estratégias:
Entende-se por estratégia as ações a adotar e o caminho a seguir pela Federação/Departamento de Formação durante o ano, para a efectiva prossecução dos objectivos anteriormente definidos.
Ex.: Realização de um maior número de cursos de Nível II do que de Nível I;
Definição e Calendarização das Ações a Desenvolver(*):
Sobre estas ações, dever-se-ão apresentar todos os dados que sobre elas se puder adiantar com especial relevância para a sua designação, destinatários, localização e calendarização.
Plano Orçamental para a Consecução do Projecto(*):
Sugere-se a apresentação de um mapa de despesas o mais pormenorizado possível.
(*) A adoção de apresentações esquemáticas é recomendada (ex.: quadros, tabelas, gráficos).
O apoio financeiro concedido às Federações Desportivas é disponibilizado mediante a apresentação de relatórios das atividades de formação que desenvolvem, tal como definido em cláusula própria nos contratos-programa celebrados entre essas instituições e o IPDJ, IP.
O modelo de relatório que aqui se apresenta visa sistematizar e uniformizar a informação que é importante recolher sobre cursos e ações de formação realizadas.
Pretende-se, assim, uma recolha e análise de informação semelhante para todas as Federações, de modo a ser possível aplicar, uniformemente, os critérios de apreciação dos respetivos relatórios.