O meu médico tem o dever de perguntar se sou atleta sempre que me prescreve um medicamento contendo uma substância proibida?
Não. O praticante desportivo é que tem a obrigação de informar o médico em relação à sua condição de atleta.
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Como tenho que agir se tiver que utilizar uma substância proibida por motivos de saúde?
Terá que solicitar em colaboração com o seu médico uma autorização de utilização terapêutica ao Autoridade Antidopagem de Portugal utilizando os modelos e os procedimentos disponíveis neste sítio internet.
Para informações suplementares poderá ligar para a Linha Azul de Informação Antidopagem – 808 229 229.
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O que é a hGH?
A hormona do crescimento humana (hGH) é uma hormona que é sintetizada
e secretada por células da hipófise, localizada na base do cérebro.
A hGH actua em muitos aspectos do metabolismo celular e é também necessária para
o crescimento do esqueleto em humanos.
O principal papel da hGH no crescimento corporal passa pela estimulação do fígado
e de outros tecidos para a secreção de factores de crescimento insulina-like (IGF-1).
O IGF-1 estimula a produção de células cartilagíneas, promovendo o crescimento ósseo
e desempenha também um papel fundamental no crescimento de músculos e órgãos.
A hGH é proibida, quer em competição, quer fora de competição, segundo a Lista de
Substâncias e Métodos Proibidos da Agência Mundial Antidopagem (AMA), em vigor no
nosso país.
Quais são os efeitos secundários do abuso de hGH?
Os efeitos secundários mais comuns no abuso de hGH são: diabetes
em indivíduos propensos; agravamento das doenças cardiovasculares; dores musculares,
das articulações e dos ossos; hipertensão e deficiências cardíacas; crescimento
anormal dos órgãos; osteoartrite acelerada.
Em indivíduos acromegálicos (caracterizados pela produção patológica de hGH em excesso),
muitos dos sintomas acima mencionados são observados e a esperança de vida é reconhecidamente
reduzida.
Devido ao papel desempenhado pela hGH na estimulação da secreção de IGF-1, o uso
excessivo de hGH pode levar a disfunções metabólicas, incluindo intolerância à glucose
e outros efeitos secundários associados a níveis excessivos de IGF-1.
Existe um teste para a detecção de hGH?
O teste para a detecção de hGH foi pela primeira vez utilizado
nos Jogos Olímpicos de Verão de 2004, em Atenas, Grécia. O teste para a detecção
de abuso de hGH é um teste sanguíneo.
O teste para a detecção de hGH é fiável?
O teste actualmente em uso é fiável.
Um novo teste, que se encontra na fase final de desenvolvimento, será combinado
com o teste actualmente em uso para aperfeiçoar a janela de detecção do abuso de
hGH.
Os conceitos e o desenvolvimento de ambos os testes de detecção de hGH foram sistematicamente
revistos por peritos independentes em matérias como a hGH, endocrinologia, imunologia,
química analítica, etc. Para além disso, esses testes são o resultado de quase 6
milhões de dólares em investigação, ao longo de mais de 10 anos.
A investigação foi iniciada pelo Comité Olímpico Internacional (COI) e pela União
Europeia, e depois foram prosseguidos pela AMA, a quando da sua criação, tendo a
investigação científica como uma das suas prioridades.
Porque é que tem havido uma implementação limitada do teste
de detecção de hGH?
O teste actualmente utilizado é realizado utilizando uma amostra
de sangue e foi implementado numa escala limitada através de um conjunto de laboratórios
antidopagem acreditados pela AMA, a nível mundial.
Os anticorpos utilizados para os testes actualmente utilizados são produzidos em
ambiente de investigação. A produção de anticorpos em ambiente de investigação é
sempre realizada em quantidades reduzidas.
A produção industrial dos anticorpos é o próximo passo para a implementação do teste
de detecção de hGH a nível mundial.
Quando estará concluída a produção industrial?
Já foi produzido um protótipo de um kit passível de comercialização.
A AMA avança agora para a fase final, que implica o trabalho em conjunto com uma
empresa privada, tendo em vista a sua produção e distribuição em larga escala.
Porque é que não há ainda registo de casos positivos de detecção de hGH?
O teste foi introduzido nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 e noutros eventos desportivos
de relevo. No entanto, como o hGH é geralmente usado pelos atletas fora de competição,
por causa do seu efeito anabólico, o teste é mais eficiente quando implementado
em controlos sem aviso prévio e fora de competição.
A implementação generalizada do teste, através da sua produção em larga escala,
irá certamente alterar esta estatística.
É provável o desenvolvimento de um teste de detecção de hHG
através da urina?
De acordo com a esmagadora maioria dos peritos internacionais,
matriz sanguínea é a mais fiável para a detecção da hHG.
A hGH na urina é detectada em quantidades ínfimas (menos de 1% da quantidade detectável
no sangue).
De acordo com os peritos internacionais na matéria, o desenvolvimento de um teste
de detecção de hGH através da urina iria requerer muitos recursos e tempo, a as
hipóteses de sucesso são remotas.
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Porque são utilizados pelos atletas?
Os esteróides anabolizantes são tomados (em grandes doses) por lançadores,
halterofilistas e eventualmente por atletas de todo o tipo de desportos que envolvem
força explosiva. São utilizados igualmente por pessoas que querem
melhorar a sua aparência através da obtenção de um corpo
mais musculado. Parecem ser responsáveis pelo aumento da massa muscular e
da força, quando o indivíduo em questão faz um treino e uma
nutrição adequados. Estas substâncias estimulam igualmente a
agressividade.
Efeitos secundários gerais:
• Queda do cabelo
• Acne (borbulhas na pele)
• Lesões ao nível do sistema reprodutor, levando à infertilidade
• Diminuição do crescimento corporal quando utilizados por jovens
em fase de crescimento (os jovens não atingem a estatura que lhes estava
destinada geneticamente, por exemplo)
• Roturas tendinosas
• Hipertensão arterial
• Doenças cardiovasculares
• Doenças hepáticas (fígado)
• Aparecimento de tumores malignos (cancros) no fígado e próstata
(entre outros)
• Hepatites B e C e Sida por contaminação a partir da partilha
de agulhas utilizadas na administração por via injectável
• Aumento da agressividade
• Dependência psíquica
O que é a dopagem sanguínea?
Dopagem sanguínea é o uso impróprio de certos métodos e/ou
substâncias tendentes a aumentar a massa de glóbulos vermelhos no sangue, o que
permite ao corpo fornecer mais oxigénio aos músculos e, consequentemente, aumentar
o rendimento.
Quais são as formas mais comuns de dopagem sanguínea?
As formas mais comuns de dopagem sanguínea são 3: eritropoeitina
(EPO), transportadores artificiais de oxigénio, e a transfusão de sangue.
Todas são proibidas segundo a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos da Agência
Mundial Antidopagem (AMA).
O que é a EPO?
A EPO é uma hormona peptídica produzida naturalmente pelo corpo
humano. A EPO é libertada pelos rins e actua ao nível da medula óssea, estimulando
a produção de glóbulos vermelhos.
Um aumento do número de glóbulos vermelhos traduz-se no aumento da quantidade de
oxigénio que o sangue pode fornecer aos músculos. Também pode aumentar a capacidade
corporal para neutralizar ácido láctico.
Quais são os efeitos do uso impróprio de EPO?
Embora o uso adequado de EPO traga enormes benefícios terapêuticos
no tratamento da anemia associada a doenças oncológicas ou dos rins, o seu uso impróprio
pode traduzir-se em enormes riscos para os atletas que usam esta substância apenas
para ganhar uma vantagem em termos competitivos. É bem sabido que a EPO, ao aumentar
a viscosidade do sangue, se traduz num risco acrescido de se contraírem doenças
potencialmente mortais, tais como doenças cardíacas, enfarte do miocárdio, e embolia
cerebral ou pulmonar. O uso impróprio de EPO recombinante (EPO sintética) pode também
causar doenças auto-imunes com sérias consequências para a saúde.
Quando foi implementada a detecção de EPO?
O teste para a detecção de EPO foi introduzido nos Jogos Olímpicos
de Verão de 2000, em Sydney, na Austrália. O teste, validado pelo Comité Olímpico
Internacional (COI), era baseado numa análise ao sangue e à urina. A análise ao
sangue era realizada em primeiro lugar e a análise à urina era realizada para confirmar
a possível utilização de EPO.
Em Junho de 2003, o Comité Executivo da AMA aceitou os resultados de um relatório
independente, que afirmava que a análise à urina era, por si só, suficiente para
confirmar a presença de EPO recombinante. Este relatório, cuja necessidade foi realçada
por alguns parceiros da AMA e encomendado pela própria Agência para validar a eficácia
da utilização conjunta de análises ao sangue e à urina na detecção de EPO recombinante,
concluiu que a análise à urina é o único método validado cientificamente para a
detecção directa de EPO recombinante. Este relatório recomendou também que as análises
à urina devem ser usadas em conjunto com as análises ao sangue, por um conjunto
variado de razões. Nomeadamente, uma triagem inicial através de análises ao sangue
permite seleccionar as amostras de urina a submeter à detecção de EPO recombinante,
rentabilizando assim os custos. Algumas federações internacionais ainda utilizam
a análise ao sangue em conjunto com a análise à urina na detecção de EPO.
O que são transportadores artificiais de oxigénio?
Os transportadores artificiais de oxigénio, como hemoglobinas
sintéticas (HBOCs) ou perfluoroquímicos (PFCs) são proteínas purificadas ou químicos
com a capacidade de transportar oxigénio.
Os transportadores artificiais de oxigénio são usados para efeitos terapêuticos
em emergências quando sangue humano não se encontra disponível, quando o risco de
infecção do sangue é elevado ou quando não há possibilidade de verificar se o sangue
do dador é compatível com o receptor. No entanto, a sua utilização inadequada para
efeitos de dopagem acarreta o risco de doenças cardiovasculares bem como outros
efeitos secundários graves (ex. apoplexia, enfarte do miocárdio, embolias).
Os transportadores artificiais de oxigénio podem ser detectados?
Sim, os testes foram iniciados em 2004.
Quais são os diferentes tipos de transfusão sanguínea utilizados
para dopagem?
Existem duas formas de dopagem sanguínea: autóloga e homóloga.
Dopagem sanguínea autóloga é uma transfusão do próprio sangue do atleta, que havia
sido previamente armazenada (refrigerada ou congelada) até ser utilizada.
Dopagem sanguínea homóloga é uma transfusão de sangue que foi retirado de uma outra
pessoa com o mesmo grupo sanguíneo.
Embora o uso da transfusão de sangue para dopagem se verifique já há várias décadas,
actualmente volta a verificar-se com maior frequência devido à introdução dos métodos
de detecção de EPO a partir de 2000.
Quais são as formas de transfusão de sangue que podem ser detectadas?
O teste para a detecção da transfusão de sangue homóloga foi
implementado pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.
A AMA financia projectos tendentes a desenvolver um teste que permita detectar a
transfusão de sangue autóloga.
Quais são os efeitos secundários da dopagem através da transfusão
sanguínea?
Tal como as outras formas de dopagem sanguínea, as transfusões
têm sérias consequências médicas. O sangue de terceiros pode conter vírus (sida
ou hepatites B e C) que sejam involuntariamente transmitidos durante a transfusão.
Se o atleta recorre ao seu próprio sangue, tal pode acarretar sérios riscos para
a saúde, se o procedimento não for executado correctamente ou se o sangue não tiver
sido armazenado correctamente. Para além disso, um nível anormalmente elevado de
glóbulos vermelhos aumenta o risco de ataque cardíaco, apoplexia e embolismo cerebral
ou pulmonar.
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